Brasil Império: início, fases, declínio e fim - Mundo Educação (2022)

O período do Brasil Império teve início com o processo de Independência do Brasil (1821-1825) e terminou com a Proclamação da República (1889). Em 1822, o que era “Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves” tornou-se, oficialmente, “Império do Brasil”, o qual estabeleceu como forma de governo uma monarquia constitucional parlamentarista e D. Pedro I como primeiro imperador do Brasil. Tradicionalmente, dividimos o Brasil Império em três fases: Primeiro Reinado (1822-1831), Período Regencial (1831-1840) e Segundo Reinado (1840-1889).

Veja também: Período Joanino: o início de diversas alterações sociais no Brasil

O que deu início ao Brasil Império?

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Podemos compreender o processo de Independência do Brasil e, consequentemente, da constituição do Brasil Império, a partir de três contextos que se inter-relacionam: transcontinental, americano e local.

Contexto transcontinental

Com a Revolução Francesa (1789), a Europa passou por uma série de transformações políticas, sociais e econômicas, que se estenderam em diversos conflitos até o século XIX. Esses conflitos ocorriam entre o movimento revolucionário, em grande medida representado pela França, e as forças reacionárias, representadas, sobretudo, pelas monarquias do Império Britânico, Império da Rússia, Reino da Prússia e Império Austríaco. Essas monarquias pretendiam a volta do Antigo Regime no continente europeu.

À frente dos franceses, estava Napoleão Bonaparte, que, após se declarar Imperador da França em 1804, construiu também o exército mais poderoso já visto na Europa. A Grã-Bretanha, por outro lado, já se destacava como principal potência econômica no século XIX e, desde o século XVII, mantinha fortes relações diplomáticas com o Reino de Portugal.

Brasil Império: início, fases, declínio e fim - Mundo Educação (1)

Nesse contexto, em 1806, Napoleão estabeleceu o Bloqueio Continental, decreto que impedia os países europeus de manterem relações comerciais com a Inglaterra. Entre os países sob o bloqueio, estava Portugal, que se recusou a aceitar as ordens do imperador francês. No ano seguinte, após negociar secretamente com a Espanha, Napoleão decidiu invadir Portugal.

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(Video) O Império do Brasil

Portugal e Grã-Bretanha assinaram uma convenção secreta no mesmo ano, transferindo a sede da monarquia da metrópole (Portugal) para a então capital da colônia portuguesa, o Rio de Janeiro. Em janeiro de 1808, fugindo de Napoleão, a família real portuguesa desembarcou no Brasil, trazendo uma estrutura institucional, hábitos da corte etc. Em 1815, o Estado do Brasil tornou-se oficialmente Reino de Portugal, Brasil e Algarves, mesmo ano em que Napoleão foi derrotado na Batalha de Waterloo, embora as tropas francesas já haviam desocupado Portugal em 1811.

→ Contexto nas Américas

É importante destacar também que, na segunda metade do século XVIII, iniciou-se um irreversível processo de independência nas colônias no continente americano. O primeiro foi os Estados Unidos, em 1776, que se tornou independente do Reino Unido; depois o Haiti, com a Revolução Haitiana, que teve início em 1791 e culminou na independência do país em relação à França em 1804.

Brasil Império: início, fases, declínio e fim - Mundo Educação (2)

→ Contexto no Brasil

Logo após a transferência da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, Portugal, na figura de seu príncipe regente Dom João de Bragança, assinou o “Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas”, em 1808, que, na prática, colocou fim ao “pacto colonial” ao permitir que colônias portuguesas pudessem estabelecer relações comerciais com outras nações europeias. Esse teria sido um dos primeiros movimentos em direção ao processo de independência do Brasil.

Criou-se, portanto, uma cisão entre a classe burguesa em Portugal – que, após a expulsão de Napoleão, começou a protestar a perda de seus privilégios coloniais em razão dos novos tratados – e a classe burguesa instalada no Brasil, que detinha grande desejo de emancipação após os sucessivos ganhos que esses mesmos tratados lhes proporcionaram.

Como resultado, surgiu, em 1820, a Revolução Liberal do Porto, em Portugal, que concentrava camadas amplamente insatisfeitas com as conquistas do outro lado do Atlântico, exigindo, inclusive, a volta do rei de Portugal à antiga metrópole para a formação de uma Assembleia Constituinte que pudesse organizar o novo governo após a expulsão das tropas francesas. Temendo perder o trono, D. João VI retornou a Lisboa, em 1821, deixando seu filho, Pedro de Bourbon e Bragança, como regente do Brasil.

Pedro defendia ideais liberais e, após a volta de seu pai, passou a promulgar decretos que garantiam direitos individuais, a redução de impostos, além de suas visões abolicionistas. As cortes portuguesas, insatisfeitas com as posturas do regente do Brasil, promoveu uma série de retaliações, como a dissolução do governo central no Rio de Janeiro e a ordem imediata de que Pedro de Bourbon e Bragança retornasse a Portugal.

Após o acolhimento de uma petição com mais de 8 mil assinaturas pela sua permanência no Brasil, Pedro teria declarado, em 9 de janeiro de 1822:

"Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!"

Esse episódio ficou conhecido como “Dia do Fico”. Após conflitos e tentativas de manter unidade com Portugal ao propor regulamentações próprias do Brasil, Pedro, no dia 7 de setembro de 1822, declarou a Independência do Brasil. Em 12 de outubro, recebeu o título de Dom Pedro I do Brasil, com apenas 24 anos, tornando-se imperador do Brasil.

Portugal só reconheceu oficialmente a independência de sua antiga colônia em 1825, após o pagamento, por parte do Brasil, de uma indenização a Portugal, que, por sua vez, foi proveniente de recursos emprestados pela Inglaterra.

Leia também: A chegada da Corte e a música no período joanino

Primeiro Reinado (1822-1831)

Mesmo após a permanência de D. Pedro I e a instauração de uma monarquia independente nos trópicos, o início do período imperial foi bastante conturbado, acumulando diversas crises. O imperador, apesar de ter proclamado a independência do Brasil, ainda buscava assegurar os interesses de Portugal ao mesmo tempo em que precisava conter a fragmentação de seu território.

(Video) Brasil Império | Introdução

Brasil Império: início, fases, declínio e fim - Mundo Educação (3)

Havia, no Brasil, grupos mais conservadores e outros de inclinação mais liberal. Temas como o abolicionismo, mais liberdade para negociar produtos livremente, entre outros, despertavam reações calorosas nos debates.

No início de 1823, D. Pedro I deu início à formação de uma Assembleia Constituinte para a elaboração de uma Constituição para o país. A Assembleia chegou a ser dissolvida por D. Pedro I, em novembro de 1823, por não concordar com os termos que limitavam seus poderes. Esse episódio ficou conhecido como Noite da Agonia. A versão final da Constituição de 1824 foi outorgada no dia 24 de março e possuía um caráter centralizador, dando, inclusive, poderes “sagrados” ao imperador.

Nesse contexto, no Nordeste do país, mais especificamente na Província de Pernambuco, iniciou-se um movimento revoltoso exigindo mais autonomia em relação ao Império. A revolta acabou espalhando-se por outras províncias da região, como Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, formando a Confederação do Equador.

O movimento foi severamente reprimido pelo governo, e a Província de Pernambuco acabou, inclusive, perdendo parte do seu território para a Província da Bahia. Os líderes da rebelião foram enforcados ou fuzilados, como Frei Caneca (1779-1825), e outros foram aprisionados, como Cipriano Barata (1762-1838). Com isso, no Nordeste, onde a popularidade de D. Pedro I já não era das melhores, sua figura passou a ser questionada cada vez mais.

Logo em seguida, o Brasil envolveu-se em um conflito internacional, a Guerra da Cisplatina (1825-1828), na tentativa de evitar a anexação da Cisplatina, atual Uruguai, às Províncias Unidas do Rio da Prata, atual Argentina. Nessa guerra, o Império acumulou uma série de derrotas, além de contrair dívidas, minando ainda mais a popularidade do imperador. Como resolução do conflito, ambas as partes concordaram em abrir mão do território, reconhecendo, então, em 1828, a independência da República Oriental do Uruguai.

Durante as crises do Primeiro Reinado, o Partido Brasileiro (estabelecido informalmente após a vinda da família real portuguesa para o Brasil e composto por comerciantes, latifundiários e proprietários de escravos que lutavam pelos interesses do território americano) passou a ocupar um papel de oposição a D. Pedro I, ao passo que o Partido Português ofereceu apoio ao imperador.

Após inúmeros desgastes, os portugueses organizaram uma recepção ao Imperador no dia 13 de março de 1831, mas foram surpreendidos por pedras e garrafas arremessadas por brasileiros. Esse episódio ficou conhecido como Noite das Garrafadas.

Nessa época, Portugal vivia também uma profunda crise após a morte de D. João VI, pai de D. Pedro I, em razão da sucessão do trono português. Todo esse cenário resultou, em 7 de abril de 1831, na abdicação de D. Pedro I ao trono brasileiro. O imperador decidiu voltar para Portugal, deixando seu filho, de apenas 5 anos, como sucessor do Império do Brasil.

Leia também: Cinco curiosidades sobre D. Pedro I

Período Regencial (1831-1840)

Embora não tenha completado uma década, o Período Regencial registrou uma série de eventos decisivos e momentos de tensão política. Segundo a Constituição vigente de 1824, a maioridade para a ocupação do cargo de imperador era 21 anos de idade. Como D. Pedro II tinha apenas 5 anos e 4 meses de idade quando seu pai, Pedro I, voltou para Portugal, a Constituição de 1824 determinava que “Durante a sua menoridade, o Império será governado por uma Regência, a qual pertencerá ao parente mais chegado ao Imperador, segundo a ordem de sucessão, e que seja maior de vinte e cinco anos”.

Assim, até D. Pedro II alcançar a maioridade para assumir o cargo, houve quatro regências, a saber:

  • Trina Provisória (1831);

    (Video) O MELHOR RESUMO sobre O PRIMEIRO REINADO NO BRASIL- D. PEDRO I #(primeira constituição)

  • Trina Permanente (1831-1835);

  • Una de Feijó (1835-1837);

  • Una de Araújo Lima (1837-1840).

O final desse período foi marcado pelo Golpe da Maioridade, quando o Senado declarou D. Pedro I, com apenas 15 anos, maior de idade, podendo assumir, portanto, o cargo de imperador do Brasil.

Durante essa fase, houve diversas revoltas que ameaçaram a unidade territorial do Império, tais como a Balaiada (1838-1841), a Sabinada (1837-1838), a Revolta dos Malês (1835), a Guerra dos Cabanos (1835-1840), a Guerra dos Farrapos (1835-1845), entre outras. Ao mesmo tempo, houve a estruturação das Forças Armadas para garantir a integridade do território nacional.

Durante a regência, dois partidos políticos centralizaram as discussões: o Partido Liberal, fundado em 1831, e o Partido Conservador, fundado em 1836. Ambos os partidos alternaram-se no poder durante a regência, ditando seus interesses.

Segundo Reinado (1840-1889)

O Segundo Reinado foi o período de maior estabilidade política do Brasil durante o Império. D. Pedro II conseguiu manter o equilíbrio entre liberais e conservadores, além de aparelhar as instituições públicas com aliados políticos.

O Brasil começou a se modernizar, havendo a construção de estradas de ferro, a introdução dos telégrafos e de aparelhos telefônicos, o que, inclusive, deu certo protagonismo mundial ao Brasil. Foi também o momento em que o Brasil começou a se industrializar, tendo como figura central o Barão de Mauá (1813-1889).

Brasil Império: início, fases, declínio e fim - Mundo Educação (4)

Foi um momento também de florescimento das artes, como literatura, teatro, arquitetura, artes visuais e, até mesmo, fotografia. Começou-se a pensar na imagem que o país queria criar de si mesmo. Nomes ilustres, como Joaquim Nabuco, Alberto Salles, Sílvio Romero, Lopes Trovão, André Rebouças, entre outros, compuseram um grupo que ficou historicamente conhecido como Geração de 1870.

Contudo, não tardaram também de surgir momentos de crise e instabilidades profundas, que, ao final do século, provocaram o fim do Período Imperial, com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1989. Três questões marcaram a crise do Império, a saber:

→ Questão escravocrata

Ainda no Período Regencial, uma lei, conhecida como Lei Feijó, promulgada em 1831, já tinha proibido a importação de escravos no Brasil, sob pressão da Inglaterra. Uma vez em vigor, a lei era dificilmente cumprida. Em grande parte do mundo, todavia, o trabalho escravo já havia sido abolido.

Novamente sob pressão da Inglaterra, o Brasil promulgou, em 1850, a Lei Eusébio de Queirós, proibindo novamente a importação de escravos africanos e passava, dessa vez, a criminalizar quem infringisse a lei. A campanha abolicionista, que se estendeu por um longo período até chegar realmente à abolição (em 1888), gerou descontamento nas elites econômicas, que se sustentavam por meio do trabalho escravo.

(Video) Evolução do Território Brasileiro

Leia também: Limitações da Lei Áurea: como os ex-escravos ficaram após a abolição

→ Questão religiosa

Sobre a Questão Religiosa, é importante entender a relação específica que a Igreja matinha com os Reinos de Portugal e Espanha. Existia a instituição do Padroado, que concedia uma série de privilégios para esses dois reinos, ao mesmo tempo em que os reis ibéricos detinham o poder exclusivo de organizar e administrar as atividades religiosas nos domínios de suas terras descobertas. Assim, o monarca possuía um forte poder sobre as instituições religiosas.

No Segundo Reinado, um acontecimento abalou as relações da Igreja com o Imperador: os bispos de Olinda e Belém acataram as ordens do Papa Pio IX, sem a aprovação régia, que proibiam o casamento de católicos e maçons e puniam os seguidores que frequentassem maçonarias ou as apoiassem.

D. Pedro II, embora não tenha sido maçom, possuía laços com nomes importantes da maçonaria, além de possuir simpatia pela instituição. O episódio fez com que os dois bispos fossem condenados a quatro anos de prisão. Logo depois, receberam o perdão imperial, contudo as relações entre o Império e a Igreja estavam sensivelmente abaladas.

→ Questão militar

Os militares, após a Guerra do Paraguai (1864-1870), saíram fortalecidos e ocupando, cada vez mais, espaços no debate político. Já o Império, além de ter-se desgastado bastante durante o conflito, saiu extremamente endividado, sobretudo com a Inglaterra.

Após o término da guerra em 1870, os familiares dos militares mortos ou mutilados deveriam receber assistência custeada pelo Império. Contudo, ainda em 1883, esse direito não havia sido pago. Isso ocasionou uma série de embates entre o Exército e a monarquia.

O desfecho desse imbróglio ocorreu com militares influentes aderindo à campanha republicana, representada por nomes civis de prestígio, como Benjamin Constant, Rui Barbosa, Quintino Bocaiuva, entre outros. Assim, em 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca depôs a monarquia e proclamou a república no Brasil, colocando fim ao período imperial.

Brasil Império: início, fases, declínio e fim - Mundo Educação (5)

Resumo

O Brasil Império (1822-1889) foi um período na história do Brasil de grandes transformações políticas e econômicas. Dividido em três fases, o Primeiro Reinado (1822-1831), o Período Regencial (1831-1840) e o Segundo Reinado (1840-1889), concentrou também a formação de instituições importantes, que permanecem até os dias de hoje, como as Forças Armadas e o IHGB, além de projetos de infraestrutura fundamentais para o desenvolvimento econômico já no século XX e todo um imaginário político e simbólico sobre o Brasil enquanto nação.

Ao contrário do que a historiografia tradicional apontou durante muitos anos, não se tratou de um período “pacífico”, de poucos conflitos, em comparação com os processos de independência e crises políticas dos vizinhos sul-americanos. Toda a formação do Brasil, enquanto nação autônima, cercou-se de um histórico de disputas violentas interna e externamente, sendo um dos exemplos mais mencionados a Guerra do Paraguai (1864-1870), que deixou marcas profundas no Brasil e seus vizinhos envolvidos, Paraguai, Argentina e Uruguai.

O período imperial teve fim em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República no Brasil.

Publicado por Túlio Queiroz

(Video) Segundo Reinado no Enem: Crise Imperial - Brasil Escola

FAQs

Quais as três fases do Brasil Império? ›

Tradicionalmente, dividimos o Brasil Império em três fases: Primeiro Reinado (1822-1831), Período Regencial (1831-1840) e Segundo Reinado (1840-1889).

Como era a educação no período imperial? ›

Mesmo assim, O ensino no período Imperial foi organizado em três níveis: primário, secundário e superior. O primário era somente para ensinar ler e escrever, o secundário se manteve nas aulas régias e o ensino superior voltado para as elites.

O que marcou o início do Brasil Império? ›

O período do Brasil Império teve início com o processo de Independência do Brasil (1821-1825) e terminou com a Proclamação da República (1889).

Por que acabou o Império brasileiro? ›

A crise do Império foi marcada por três questões que abalaram a relação do Império com suas principais fontes de sustentação política: a questão religiosa, a questão abolicionista e a questão militar.

Por que a monarquia acabou? ›

Essa crise foi gerada por um conjunto de fatores, tais quais: o movimento pelo fim da escravidão, choques com a igreja, o movimento republicano e conflitos com o exército.

O que aconteceu com a educação no período imperial? ›

Neste período, o acesso à escolarização era precário ou inexistente, tanto por falta de escolas, quanto de professores. Para atender a demanda de docentes, saíram os decretos para criação das primeiras escolas normais no Brasil[3] , com o objetivo preparar professores para oferecer a instrução de primeiras letras.

Como foi o período imperial no Brasil? ›

Essa época foi marcada por importantes eventos no Brasil, como a Guerra do Paraguai. Durante esse período, o país passou por transformações que levaram ao fim do trabalho escravo e à chegada de milhares de imigrantes no país. O golpe militar que conduziu à proclamação da República deu fim à monarquia em 1889.

Qual o papel da educação no período imperial no Brasil? ›

O objetivo fundamental da educação no Período Imperial era a formação das classes dirigentes.

Quais os grupos sociais que queriam o fim da monarquia no Brasil? ›

Elites emergentes, militares, políticos, classes populares, escravos eram todos grupos com críticas à monarquia.

Como se caracterizou o período imperial? ›

Sem a figura central do Imperador, este período caracterizou-se por inúmeras revoltas regionais (Cabanagem, Balaiada, Sabinada, Farrapos, etc.), o que de certo modo contribuiu para a estruturação das Forças Armadas, além de um debate entre a centralização do poder e o grau de autonomia das províncias (nome que era dado ...

Quem foi o primeiro rei do Brasil? ›

Pedro I (09.01.1822 - 07.04.1831)

Como o Primeiro Reinado chegou ao fim? ›

Os desgastes na relação de D. Pedro I com grande parte da sociedade, em especial com certa elite política e econômica, fizeram com que o imperador renunciasse o trono em favor de seu filho, Pedro de Alcântara. Dessa forma, em 1831, o Primeiro Reinado chegou ao fim.

Quem é o atual rei do Brasil? ›

Família Bragança
NomeNascimento
Pedro de Alcântara de Bragança2 de dezembro de 1825 Rio de Janeiro, Brasil

Quais foram os fatores que levaram ao fim do Império? ›

Dentre as causas da queda do Império Romano estão: disputas internas pelo poder, invasões bárbaras, divisão entre o Ocidente e o Oriente, a crise econômica e o crescimento do cristianismo.

Quais foram os fatores que favoreceram o fim do Império Brasileiro? ›

A abolição da escravidão foi um dos fatores que determinaram a queda do Império em 1889. Dom Pedro II perdeu o apoio dos cafeicultores, que tiveram de libertar os escravos após a assinatura da Lei Áurea e não receberam nenhuma indenização por parte do governo central.

Quando foi o fim do Brasil Império? ›

O Brasil Império compreende o período de 1822 a 1889 quando o país foi governado por uma monarquia constitucional. Esta época teve início com a aclamação do Imperador D. Pedro I, em 1822, e se prolongou até a Proclamação da República, em 1889.

Qual foi o último rei do Brasil? ›

Neste 5 de dezembro de 2021, completa-se 130 anos da morte de Dom Pedro II, o último imperador Brasil. Dom Pedro II esteve à frente do império por 49 anos, entre 1840 e 1889.

Quem defende a monarquia no Brasil? ›

Em 2011, existiam no Brasil quatro partidos políticos defendendo o regresso da monarquia procurando o registro oficial: O Partido da Real Democracia Parlamentar (RDP), o Partido Monárquico Parlamentarista Brasileiro (PMPB), o Partido do Movimento Monarquista do Brasil (PMMB) e o Partido da Construção Imperial (PCI).

Quem aboliu a monarquia no Brasil? ›

Brasil. No Brasil, a monarquia foi abolida em 1889, quando o imperador Pedro II foi derrubado por um golpe militar republicano (o status da república foi confirmado por um plebiscito em 1993 que resultou em 86% dos votos no governo republicano).

Qual foi o momento histórico da educação brasileira? ›

O início de um período relevante na história da educação no Brasil, teve seu marco fixado no ano de 1549, com a chegada dos primeiros padres jesuítas em território brasileiro, inaugurando assim, o começo de um ciclo significativo, onde a partir dessa data, marcas profundas seriam implantadas na cultura e na civilização ...

Qual foi a primeira medida da educação imperial? ›

A primeira contribuição da Lei de 15 de outubro de 1827 foi a de determinar, no seu artigo 1º, que as Escolas de Primeiras Letras (hoje, ensino fundamental) deveriam ensinar, para os meninos, a leitura, a escrita, as quatro operações de cálculo e as noções mais gerais de geometria prática.

Quem podia estudar no Brasil imperial? ›

O período imperial da história brasileira inicia-se no ano de 1824, quando D. Pedro I proclama a independência e outorga a primeira Constituição do Brasil, na qual se estabelecia que a educação primária seria gratuita para todos os cidadãos no país.

Porque o Brasil foi um Império e não um reino? ›

O Brasil também não se tornou império após a proclamação da Independência em 7 de setembro de 1822 apenas por sua extensão continental. Tornar-se império era uma forma de mostrar a Portugal que não haveria continuidade em relação ao seu governo.

Por que o Brasil se tornou uma monarquia? ›

A monarquia brasileira foi a "forma de governo que assegurou ao Brasil a integridade territorial do antigo domínio lusitano, num clima de ordem, de paz e de liberdade". Existia também outro motivo para adoção da monarquia, ou mais precisamente, a manutenção da mesma.

O que aconteceu com o Brasil depois da independência? ›

Com a independência do Brasil, o país tornou-se soberano e organizou-se com uma monarquia. Na América do Sul, o Brasil foi a única monarquia, pois as outras nações organizaram-se como repúblicas. Dom Pedro foi coroado imperador e nomeado como d. Pedro I em 1º de dezembro de 1822.

Quais as principais mudanças ocorreram na educação brasileira durante o período republicano? ›

Propôs mudanças nos ensinos primário (de 7 a 13 anos) e secundário (de 13 a 15 anos) do Distrito Federal, priorizando disciplinas científicas como Matemática e Física, em detrimentos das humanas - que eram o foco das escolas de primeiras letras, criadas no Império.

Qual a importância da educação pública no Império? ›

A escola publica era necessario para que se conseguisse votar ,ja q so podia votar os alfabetizados e tbm tava muito bagunçado antes , ocorria muitas falhas na votaçao como voto de cabresto . A educação no Império baseava-se no método lancasterioano em Voga na Inglaterra.

Como podemos dividir a educação no período colonial? ›

Segundo Casimiro (2007), o ensino no período colonial pode ser dividido em quatro en- foques diferentes que perpassam pela instalação das ordens religiosas ainda no século XVI, fato que demarca a proposta dos Jesuítas em ensinar as primeiras letras15 e o evangelho aos peque- nos índios; pela construção dos primeiros ...

Como era a sociedade brasileira no final da monarquia? ›

Aos poucos, os militares foram se colocando contra a Monarquia, aproximando-os daqueles que já levantavam a bandeira da República. A abolição da escravidão, em 1888, foi o golpe de misericórdia. Os grandes fazendeiros, extremamente dependentes da mão-de-obra escrava, ressentiram-se contra a Monarquia.

Quais foram as principais questões que contribuíram para a desagregação da ordem imperial e consequentemente a Proclamação da República no Brasil? ›

A desagregação da ordem imperial no Brasil foi fruto do descontentamento da elite agrária com a abolição da escravatura, de membros da Igreja com a intervenção do Imperador nos assuntos religiosos e dos militares, a maioria republicana e abolicionista.

Por que parte da população estava insatisfeita com o governo de Dom Pedro Segundo? ›

Além disso, mesmo com o grande respeito por D. Pedro II, o descontentamento da população crescia. Miséria, corrupção e a falta de liberdade política eram fatores que já causavam a desestabilização do regime.

Como era a educação no período imperial? ›

Mesmo assim, O ensino no período Imperial foi organizado em três níveis: primário, secundário e superior. O primário era somente para ensinar ler e escrever, o secundário se manteve nas aulas régias e o ensino superior voltado para as elites.

Quantos imperadores teve o Brasil? ›

Como nação independente, o Brasil teve dois monarcas, os imperadores D. Pedro I (1822–1831) e D. Pedro II (1831–1889).

Quais são as mudanças que ocorreram no Brasil após a proclamação da independência? ›

Porém, com a Independência, setores da elite brasileira passaram a ter mais poder de decisão e participar de forma mais ativa da administração pública. Um dos aspectos mais importantes da época foi a Constituição de 1824, mas o documento mantinha o funcionamento da monarquia.

Qual foi o rei que mais reinou? ›

Aquele que é considerado o monarca com o reinado mais longo é Luís XIV da França, que reinou de 1643 a 1715 durante 72 anos e 100 dias.

Como era a monarquia? ›

Monarquia é uma forma de governo, sendo a mais antiga em vigência nos dias atuais. Em uma monarquia, o rei/rainha ou imperador/imperatriz ocupa o cargo de monarca e, geralmente, é chefe de Estado, podendo ser também chefe de governo.

Quem foi o primeiro rei do mundo inteiro? ›

Segundo a lenda, o rei Sargão de Akkad estava destinado a governar, assim estabelecendo o primeiro império do mundo. Isso aconteceu há mais de 4.000 anos na Mesopotâmia. Seu nome significava “rei verdadeiro”.

Quem é o atual rei do Brasil? ›

Família Bragança
NomeNascimento
Pedro de Alcântara de Bragança2 de dezembro de 1825 Rio de Janeiro, Brasil

Quais as principais características da construção do Império brasileiro? ›

A primeira Carta Magna brasileira garantia a unidade territorial, instituía a divisão do governo em quatro poderes e estabelecia o voto censitário (voto ligado à renda do cidadão). Foi elaborada por um grupo reduzido devido às desavenças entre o Imperador e a Assembleia Nacional Constituinte.

Quantos Reis o Brasil já teve? ›

Como nação independente, o Brasil teve dois monarcas, os imperadores D. Pedro I (1822–1831) e D. Pedro II (1831–1889).

Quando ocorreu o declínio do Segundo Reinado? ›

Pedro II foi o governante que mais tempo ficou no poder no Brasil. Ele assumiu o trono brasileiro com apenas 13 anos de idade – logo após o Golpe da Maioridade, que encerrou o Período Regencial – e foi deposto em 15 de novembro de 1889, quando militares proclamaram a República.

O que marcou o fim do Segundo Reinado? ›

O Segundo Reinado iniciou-se em 1840 por meio do Golpe da Maioridade e ficou marcado por inúmeras transformações. Encerrou-se em 1889 com a Proclamação da República. Com o Golpe da Maioridade, D. Pedro II foi coroado imperador do Brasil em 1840.

O que é o período imperial? ›

O que foi o período imperial? O período imperial foi uma fase da história brasileira iniciada em 1822, quando o Brasil tornou-se independente, e finalizada em 1889, quando houve a Proclamação da República.

Quem são as 37 princesas do Brasil? ›

Por casamento
NomeNascimentoMarido
Mariana Vitória da Espanha31 de março de 1718Príncipe José
Maria Francisca Benedita de Portugal25 de julho de 1746Príncipe José
Carlota Joaquina da Espanha25 de abril de 1775João VI de Portugal
Maria Leopoldina da Áustria22 de janeiro de 1797D. Pedro de Alcântara

Em que ano terminou a monarquia no Brasil? ›

No Brasil, o período monárquico durou de 1822, ano em que foi declarada nossa Independência, e data que completou duzentos anos na última quarta-feira (7), até 1889, quando foi proclamada a República.

Quais países ainda tem família real? ›

Tópicos
  • Arábia Saudita.
  • Austrália.
  • Bélgica.
  • Canadá
  • Catar.
  • Dinamarca.
  • Emirados Árabes Unidos.
  • Escócia.
9 Sept 2022

Como era o Brasil no Império? ›

O Brasil Império compreende o período de 1822 a 1889 quando o país foi governado por uma monarquia constitucional. Esta época teve início com a aclamação do Imperador D. Pedro I, em 1822, e se prolongou até a Proclamação da República, em 1889.

Quem foi o primeiro rei do Brasil? ›

Pedro I (09.01.1822 - 07.04.1831)

Quais os grupos sociais que queriam o fim da monarquia no Brasil? ›

Elites emergentes, militares, políticos, classes populares, escravos eram todos grupos com críticas à monarquia.

Qual é o nome verdadeiro do Brasil? ›

República Federativa do Brasil - Instituído pela Constituição de 1967, mantida pela Emenda Constitucional nº 1, outorgada pela junta militar de 1969, e pela constituição de 1988.

Quem foi que fundou o Brasil? ›

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Author: Neely Ledner

Last Updated: 09/01/2022

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